Cheval Blanc Randheli, Maldivas by Giu Kaufman

Roteiro:

Escrevo avistando uma imensidão de águas calmas de cor azul transparente. Ok, estou nas Maldivas, mar claro é o mais esperado. Mas quando digo imensidão, não exagero. Para falar a verdade, vejo quilômetros de mar translúcido e, bem ao fundo, enxergo o início do mar escuro. É deslumbrante, é de ultrapassar a alta expectativa.

Ao chegar em nosso bangalô, vi um peixe chegando, comentei com meu marido, “olha um grandão vindo ali!”. Eu já sabia, mas achei que seria sorte demais… sim, um tubarão de cerca de 1 metro de comprimento na escada do meu deck nos deu as boas vindas. Antes que pareça assustador, estou numa área rasa e protegida, os tubarões que rondam a área são bebês. E, em um mar farto e limpo como este, os peixes carnívoros preferem peixes fresquinhos cheios de gordura a um corpo ossudo como o humano!
Sobre o hotel, Cheval Blanc Randheli, eu conseguiria ficar dias descrevendo os detalhes e compartilhando minhas percepções. Seria cansativo ao leitor e tiraria a surpresa do futuro hóspede. Mas conto que está entre os melhores hotéis que me hospedei no mundo. Imagino que, se o mar fosse escuro e cheio de ondas, estaria maravilhada da mesma forma com o serviço, a arquitetura, a qualidade de absolutamente tudo, a gastronomia, as atividades disponíveis e a diversidade de ambientes. Ao pensar que estamos em uma ilha minúscula e saber que o abastecimento de qualquer insumo é trazido por barco ou aviãozinho, minha admiração pelo local potencializa!
Para chegar, voamos via Qatar Airlines para Doha (capital do Catar), de onde pegamos um próximo voo para Malé (capital das Maldivas) e, por último, embarcamos em um terceiro voo, este de hidroavião, para o atol Noonu, onde está o hotel. Os voos duraram 14 horas, 4 horas e 40 minutos, respectivamente. O tempo de conexão para cada um foi de aproximadamente 2h30. Soma-se um dia de viagem, o que resulta em um tempo precioso de descanso, de leitura, para assistir filmes ou mesmo para trabalhar. O hidroavião pode ser o do hotel ou da companhia Trans Maldivian Airways. Sendo que, no avião do hotel, o voo é direto e, a um custo maior, ainda há a opção de ser reservado com exclusividade sem outros passageiros.
Todos os bangalôs dispõem de piscinas com 12 metros de comprimento, uma sala, uma pequena cozinha, um lavabo, quarto e banheiros amplos, um deck extenso com opções de espreguiçadeiras e mesa na sombra, escadinha para descer ao mar, bicicletas de guidão largo na porta. Cada ambiente regado de detalhes que tornam a vida do hóspede fácil e agradável.
O hotel é composto por diferentes ilhas; algumas interligadas por charmosos caminhos de madeira e outras com acesso por barco.
A minha curiosidade para entender como tudo funciona estava enorme. O simpático gerente do hotel me esclareceu as dúvidas. Divido aqui os dados que aprendi sobre o backstage local!
As atuais ilhas eram inicialmente bancos de areia sem vegetação. O Cheval Blanc, assim como qualquer estrangeiro nas Maldivas, não teve permissão para comprar ilhas no país, mas fez contratos de aluguel por um longo período. Cerca de 180 funcionários vivem em um enorme alojamento no centro da ilha principal, cercado por um denso paisagismo, quase imperceptível aos olhos do visitante. Outros 100 funcionários vivem em uma ilha vizinha. Sim, são aproximadamente 280 funcionários para 40 bangalôs. Foram 5 anos de construção a um custo de USD 160 milhões. A água doce é dessalinizada. Ostras frescas e trufas brancas são trazidas da França e Itália, respectivamente, ainda frescas. O sinal de Wi-Fi é impressionantemente bom. Opa, faltou eu perguntar sobre a energia elétrica… fico devendo essa informação!
Sobre a gastronomia, há um restaurante italiano, um francês, um japonês, um de culinária  contemporânea, o bar da piscina, o bar do spa e ainda há noites de eventos especiais, como a noite da lagosta, em que elas são servidas em mesas arrumadas pelo jardim.
Em relação ao spa… ah, que spa! Uma ilha só para ele! Piscina, bangalôs individuais de massagem, bangalôs para o ritual turco hamam, espaços para yoga, praia, bar, piscina… e, o mais deslumbrante, golfinhos nadando na paisagem!
A lista de atividades é extensa. Fizemos snorkel, mergulho e passeio de jet ski. A academia é composta por aparelhos novíssimos. Há uma outra ilha vizinha apenas para a quadra de tênis.
E, para quem pensa que o hotel é focado em honeymooners, será surpreendido com a sala de games para os jovens e o encantador kids club!
Hotel romântico e especial para lua de mel e também espetacular para uma linda viagem em família!
Quero voltar!

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